As imagens estão devidamente registradas. Respeite o direito autoral! Para utilizá-las, consulte o proprietário.
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Quadrinhos DIGITAIS e Revista digital - MD CLUB
Nesse Brasil as lendas e mitos vivem dentro de pessoas, dando-lhes poderes sobrenaturais, ainda assim, ter controle da própria vida parece até ser mais difícil! Contudo, Fernando está disposto a apostar tudo para escrever sua própria história, sua primeira jogada é encontrar uma relíquia mágica que vai lhe dar uma vantagem nessa aposta com o destino!
O quanto de lenda eu SOU ou ESTOU pra saber se SOU ouESTOU humano?
Sou/seremos “humanolendas”?
Essa é a proposta-aposta de MATHEUS RAFAEL LIMA, artistajovem - 22 anos -, autor da obra “APOSTA LENDÁRIA”.
Uma história criada ou, como ele prefere, inventada. Usarei criada, porque artista cria, forma, transforma, elabora e Matheus é/faz tudo isso: desenha, escreve (também toca).
Tive o privilégio de acompanhar, pessoalmente, a execução dealguns de seus desenhos da sua obra – em rafe - e digo: vi ali, na sua maneira de se comportar, uma postura à la alquimistana construção dos riscos-rabiscos-ângulos-expressões de seus personagens, nas misturas-experimentos de cores. Era/foi uma busca mental e emocional, envolvendo crenças, sentimentos,intenções.
Matheus criou uma história lendária apostando por inteiro na sua “Aposta Lendária”: páginas intrigantes, despertando, desde o início, curiosidade, interesse, desafiando a compreensão imediata, nos rodeando de mistérios e enigmas.
Tudo corre-transcorre muito rápido, refletindo o espírito aventureiro do personagem principal FLOYD – um punck que valoriza legal a sua própria liberdade e autenticidade, esteticamente agressiva no seu vermelho-hair-moicano em gume, a cortar ares, lugares, fauna e flora das cidades por onde passa-agita, montado em bela e potente HARLEY.
Como todo espírito jovem, Floyd se explica “azarado, porra-louca, um sem-pensar autêntico”. (Será?)
Os fatos correm moto-velozes pelos cantos e recantos de Minas Gerais e do Rio de Janeiro retratados/desenhados como que em cartão-postal (rico em detalhes e belamente coloridos).
Destaco o instantâneo da narrativa, o tom da história, onde eventos – ligeiros no tempo e no espaço – são revelados tal qual um clicar fotográfico de um momento único. A impressão que se tem é que o dia a dia de Floyd é um único. O todo de um único, se é que isso é possível!!! Interessante, não?!
Ficcional? Real? Virtual? IA?
Os textos descritivos das ações-reações dos personagens induzem o leitor a puxar pela memória visual imaginativa, provocando sentimentos e/ou estados de excitação, medos, bem/mal-estar, alegria.
Texto jovial, em formação. Coloca situações não tão explicáveis dentro do que se tem por senso-comum, ora em
plugged, ora em unpluggled com o leitor.
Matheus conversa com a vida, com a morte, com ele próprio.
Conversa com entidades tidas como irreais, com mitos, com a lógica-ilógica. Cria, monta, sugere ideias, dúvidas, problemas com as quais se deve envolver, deve e pode se perder.
(Recomendo!)
Temos, pois, uma leitura que contamina, transforma e ressoa para além da última página. Você acaba de ler e pensa-imagina o que está por vir.
Qual será a próxima de Matheus Rafael, já que o seu Aposta
Lendária nos fez conhecer, de FATuO, até o “Quinto dos
Infernos”?
No Aposta Lendária as lendas e histórias do folclore antigo se misturam com elementos contemporâneos, dialogando com o que é ser brasileiro.
O real para mim é a matéria prima para o irreal, mas além de fatos e ciência, o que deu vida ao personagem foi um jogo de RPG de mesa no sistema City of Mist.
Orientação do projeto: Thyago Bastos
Web Design: Thyago Bastos
Design editorial: Adriana Oshiro
Revisão de texto: Adriana Oshiro
Crítica: Antonio Lauriello
Crítica: Eduardo Arcanjo (Estudio Colápso Urbano)
Divulgação: Escola de Arte Modelo Design
CONQUISTAS
Desde criança desenho para contar histórias daquilo que descubro e invento, por isso fiz cursos na Quanta de desenho e Histórias em Quadrinhos e me formei em design de animação: para aperfeiçoar minhas habilidades de contar histórias diferentes, para compartilhar o novo e o exótico para aqueles que, assim como eu, não se contentam apenas com o padronizado e normal.